terça-feira, 25 de novembro de 2008

ESTRUTURA SOCIAL DA IDADE MODERNA
Política-O processo de centralização política, que levou á formação dos Estados modernos, não ocorreu de forma brusca ou sem resistência da parte dos grupos que não queriam perder seu poder local.
Economia-Como o tráfego comercial-maritima pelo mar Mediterrâneo era controlado pelos italianos, restava dos portugueses uma alternativa para chegar ao mercado oriental.
Sociedade-Apesar da brutal dizimação provocada pela conquista e colonização européia da América os povos indígenas continuam lutando, ate nossos dias, pelo respeito á sua terra, cultura e liberdade.
Cultura-O movimento cultural que marcou essa transformação da mentalidade européia foi chamado de Renascimento ou Renascença.
O Renascimento foi um movimento cultural urbano que atingiu a elite das cidades prosperas.


ESTRUTURA SOCIAL DA IDADE MEDIA

Política: São germanos os bárbaros que mais influenciaram na nascente Europa feudal. Afinal, os germanos foram os povos que derrotaram o império romano do Ocidente e fracionaram os velhos domínios romanos em vários reinos, na alta idade media.
Economia:A fase do Constantinopla se dedicava cada vez mais no meio da economia,as cidades do Oriente romano estavam economicamente saudáveis e não tiveram dificuldades em arregimentar soldados mercenários para enfrentar e vencer as tribos bárbaras.
Sociedade:Havia no império bizantino grande números de estados, que eram principalmente os prisioneiros da guerra .A população pobre recebia alimentos gratuitamente e se divertia, por exemplo;assistindo as corridas de cavalos no hipódromo que eram promovidos com objetivo de controlar os descontentes.
Cultura:A variedade de povos que viviam no império influenciou a elementos como o idioma de inspiração dos persas.

Religiao afro brasileira

UMBANDA



Umbanda é uma religião formada dentro da cultura religiosa brasileira que sincretiza elementos vários, inclusive de outras religiões como a Católica, Espírita e das Religiões afro-brasileiras.
Os conceitos aqui relatados podem diferir em alguns tópicos por se tratar de uma visão generalista e enciclopédica. Por se tratar de um conjunto religioso com várias ramificações, as informações aqui expostas buscam informar aos leitores da forma mais abrangente possível e sem discriminação ou preconceitos, pois todas as "Umbandas" têm suas razões de existir e de serem cultuadas.










História e sincretismo
As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a "Umbanda popular", onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos) é muito comum.
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.
Alguns exemplos:
· Ogum - São Jorge;
· Oxóssi - São Sebastião;
· Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
· Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
· Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
· Iansã - Santa Bárbara;
· Omolu - São Lázaro.




Os fundamentos
Os fundamentos da Umbanda variam conforme a vertente que a pratique.
Existem alguns conceitos básicos que são encontrados na maioria das casas e assim podem, com certa ressalva e cuidado, ser generalizados para todas as formas de Umbanda. São eles:
A existência de uma fonte criadora universal, um Deus supremo, chamado Olorum ou Zambi;
A obediência aos ensinamentos básicos dos valores humanos, como: fraternidade, caridade e respeito ao próximo. Sendo a caridade uma máxima encontrada em todas as manifestações existentes;
O culto aos Orixás como manifestações divinas, em que cada Orixá controla e se confunde com um elemento da natureza do planeta ou da própria personalidade humana, em suas necessidades e construções de vida e sobrevivência;
A manifestação dos Guias para exercer o trabalho espiritual incorporado em seus médiuns ou "cavalos";
O mediunismo como forma de contato entre o mundo físico e o espiritual, manifesta de diferentes formas;
Uma doutrina, uma regra, uma conduta moral e espiritual que é seguida em cada casa de forma variada e diferenciada, mas que existe para nortear os trabalhos de cada terreiro;
A crença na imortalidade da alma;
A Crença na reencarnação e nas leis cármicas;








Os Orixás
Na Umbanda os Orixás são energias, forças da natureza que estão presentes em todos os lugares, influenciando as pessoas e irradiando energias que mantém o equilíbrio natural dos elementos em relação ao universo.
Cada pessoa está ligada a um desses Orixás e suas características são encontradas em seus filhos, seja na forma física ou, mais evidente, nas características psicológicas e comportamentais a qual a pessoa está relacionada.
Os elementos nos quais se manifestam os Orixás cultuados na Umbanda são:
Oxalá Onipresente, Ogum estradas e campinas, Oxóssi nas matas, Xangô pedreiras, Oxum cachoeiras, Iansã ventos e tempestades, Iemanjá no mar, Obaluaê na terra, Nanã nas águas paradas e da lama dos fundos dos rios e lagos, além da água das chuvas.
Um Deus único e superior
Deus, em sua benevolência e em sua força emana de si e através dos Orixás e dos Guias (espíritos desencarnados) seu Amor, auxiliando os homens em sua caminhada para a elevação espiritual e intelectual.













Sincretismo
Indígena, Africana, Católica, Espírita, outras.
A Umbanda é uma junção de elementos Africanos (Orixás e culto aos antepassados), Indígenas (culto aos antepassados e elementos da natureza), Catolicismo (o europeu, que trouxe o cristianismo e seus santos que foram sincretizados pelos Negros Africanos), Espiritismo(fundamentos espíritas, reencarnação, lei do carma, progresso espiritual etc).
A Umbanda prega a existência pacífica e o respeito ao ser humano, à natureza e a Deus. Respeitando todas as manifestações de fé, independentes da religião. Em decorrência de suas raízes, a Umbanda tem um caráter eminentemente pluralista, compreende a diversidade e valoriza a diferenças. Não há dogmas ou liturgia universalmente adotadas entre os praticantes, o que permite uma ampla liberdade de manifestação da crença e diversas formas válidas de culto.
A máxima dentro da Umbanda é "Dê de graça, o que de graça recebestes: com amor, humildade, caridade e fé".




O culto umbandista
A Umbanda tem como lugar de culto o templo, terreiro ou Centro, que é o local onde os Umbandistas se encontram para realização do culto aos Orixás e dos seus guias, que na Umbanda se denominam giras.
Vale lembrar que o termo pai-de-santo ou mãe-de-santo não deve ser aplicado na religião de Umbanda, pois estes termos são oriundos do Candomblé, que é uma religião diferente da Umbanda.Normalmente há os médiuns de incorporação, que irão "emprestar" seus corpos para os guias e para os Orixás.
Embora caiba ao sacerdote ou à sacerdotisa responsável o comando vibratório do rito, grande importância é dada à cooperação, ao trabalho coletivo de toda a corrente mediúnica.
Segundo a Umbanda, as entidades que são incorporadas pelos médiuns podem ser divididas entre:
Guias e protetores:
Linhas de direita (guias iluminados): Pretos-VelhosPretas-Velhas, Caboclos, Boiadeiros, Mineiros, Crianças(Cosme e Damião), Marinheiros na linha do mar, Ciganos, Baianos Orientais; e as
Povo de rua (espíritos guardiões): ExusPomba-giras e Malandros.







As sessões
O chefe de culto, purifica uma iniciada(samba), a fim de que esta receba uma ‘entidade’.Uma purificada, com o crânio sendo untado com sangue de galo morto á meia-noite.
O descarrego é feito com o auxílio de um médium, o qual irá captar a energia negativa da pessoa e a transferir para os assentamentos ou fundamentos do terreiro que contém elementos dissipadores dessas energias. Também a entidade faz com que essa energia seja deslocada para o astral. Caso seja um obsessor, o espírito obsediador é retirado e encaminhado para tratamento ou para um lugar mais adequado no astral inferior caso ele não aceite a luz que lhe é dada. Nesses casos pode ser necessária a presença de um ou mais Exus (um gênero de espírito desencarnado) para auxiliar a desobsessão.
Os dias de Consulta e/ou Desenvolvimento podem variar de casa para casa, de Linha Doutrinária para Linha Doutrinária. Nos dias de consulta há o atendimento da assistência e nos dias de desenvolvimento há as giras médiunicas, que são fechadas à assistência, onde os sacerdotes educam e ensinam os mecanismos próprios da mediunidade.





















Polêmicas dentro das "Umbandas"

Sacrifício ritual de animais
Existem várias ramificações dentro da Religião de Umbanda entretanto na umbanda não se usa o sacrifício de animais em hipótese alguma. Esta prática está ligada a algumas linhas que ainda cultuam junto com a umbanda alguns rituais de religiões afro-brasileiras. Apesar da umbanda ser tão ramificada, denominamos traçada a umbanda que ainda carrega em seus cultos o sacrifício de animais. Em suma, qualquer ritual onde se pratica a imolação animal não deve utilizar o nome "Umbanda".
Uso de bebidas alcoólicas
Também encontramos terreiros dos seguintes tipos:
· Os que as entidades incorporadas não usam bebidas (muitas vezes por questão do próprio médium não estar preparado para este tipo de trabalho com bebida) criando uma espécie de tabu;
· Os que elas bebem durante os trabalhos (tanto os que fazem o uso correto deste elemento, como os que abusam disso sem necessidade);
· Os que usam bebida em situações mais veladas (existindo um certo rigor quanto a sua utilização, buscando coibir abusos de médiuns ainda em preparação).
Toda essa controvérsia é gerada pelo uso que as pessoas fazem das bebidas alcoólicas na vida diária, muitas vezes caindo no vício do alcoolismo, trazendo consequências graves para sua vida material e espiritual.



Paramentos
Na Umbanda, os médiuns usam normalmente como paramentos apenas roupas brancas, podendo estar os pés descalços, representando a simplicidade e a humildade. Mas há Umbandas que também utilizam roupas com as cores de cada linha. Por exemplo, em giras de Ogum se utiliza camisas ou batas vermelhas e calças e saias brancas. Nas giras de esquerda as roupas são pretas, sendo que as filhas de santo podem se vestir de vermelho e preto.
Pode ocorrer, por exemplo, que uma entidade de Preta-velha solicite uma saia ou um lenço para amarrar os cabelos; isso visa a proporcionar que o médium se pareça mais com a entidade que está incorporando. Também há os apetrechos dos guias. Por exemplo, os Caboclos costumam utilizar cocares, alguns utilizam machadinhas de pedra, chocalhos etc.
Uma outra visão sobre os paramentos e apetrechos materiais utilizados pelos médiuns é de que são usados pelos espíritos como condensadores de energia: um modo de concentrar a energia e depois enviá-la, se positiva, ou dissipá-la no elemento apropriado, quando negativa.
Atividade:
Demonstrar como era e como ficou a estrutura social européia durante a Idade Média e a Idade Moderna.
Política:
  • Idade Média: Início de sua desintegração. Este período marcado por amplas transformações nos aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais na vida européia.
  • Idade Moderna: A autonomia dos feudos cedeu lugar à centralização do poder nas mãos de um monarca, o que firmou a noção de que todos os habitantes de um determinado território incluindo nobres, burgueses, camponeses e clero deviam obediência ao rei.

Economia:

  • Idade Média: Embora a vida econômica da Idade Média se baseasse principalmente na produção agrícola de subsistência, não faltaram, nesse período, habilidade técnica, economia de mercado e produção de excedentes. Isso quer dizer que o sistema feudal não se mostrou incompatível com o comércio e a indústria.
  • Idade Moderna: Para a burguesia, um estado um Estado Nacional centralizado e forte era indispensável para o estímulo da economia mercantil, enquanto os nobres acreditavam que a nova ordem política significaria um aparelho mais forte de dominação contra as rebeliões camponesas e outras manifestações populares.

Sociedade:

  • Idade Média: Permanecia dividida em três categorias. Na primeira situava-se o clero. Seguia-se os encarregados da proteção dos feudos: a nobreza leiga. Encontravam-se na terceira categoria os servos, os vilões e os comerciantes.
  • Idade Moderna: Para a sociedade européia ocidental de fins da Idade Média, a unidade nacional parecia ser a palavra de ordem. Exército nacional, moeda única, território demarcado, língua e cultura, administração única, enfim, um caldeirão de sentimentos nacionais borbulhava na Europa Ocidental, anunciando a grave crise do sistema feudal que se tornaria irreversível do século XV.

Cultura:

  • Idade Média: Os mosteiros haviam preservado parte da herança cultural da antiguidade clássica e serviam de centros de ensino para leigos. Na Baixa Idade Média, porém, a ligação entre a igreja e a cultura passou a ser afirmada não apenas nos mosteiros, mas também no novo tipo de instituição de ensino: a Universidade.
  • Idade Moderna: É interessante observar, pela ótica do simbolismo, do imaginário, dos sentimentos e dos mitos, o significado das práticas e representações políticas do antigo regime, principalmente na França, desde os primórdios da centralização do poder político até o seu esplendor no século XVII.

Trabalho realizado pelos alunos:
Hortência Soares (09)
Ian Brunelli (10)
Sob a orientação do Professor Adriano,
Na disciplina de História.

terça-feira, 20 de maio de 2008




A história e o tempo presente



Quem foi Saddam Hussein?


Saddam Hussein nasceu na aldeia Al-Awja, pertencente à cidade muçulmana sunita de Tikrit, situada a 150 quilômetros de Bagdá. Nascido no mesmo lugar que o lendário Saladino e descendente de uma família de camponeses. Saddam, ainda na adolescencia, se mudou para Bagdá.
Em 1956, aos dezenove anos, aderiu ao Partido Socialista Árabe Ba'ath (fundado na
Síria por Michel Aflaq) e, no mesmo ano, participou de um golpe de Estado fracassado contra o rei Faisal II. Dois anos depois, participou de outro golpe, dessa vez contra Abdul Karim Qassim, carrasco do monarca e líder do novo regime golpista. Acusado de complô, foi condenado à morte à revelia em fevereiro de 1960, sentença da qual conseguiu escapar fugindo para o Egito e através da Síria, onde as autoridades lhe concederam asilo político.
No
Cairo, concluiu seus estudos secundários e foi admitido na Escola de Direito - terminaria a faculdade anos depois, em 1968 -, onde se relacionou com jovens membros do Partido Ba'ath egípcio, de inspiração esquerdista e pan-árabe. Acabou sendo perdoado e voltando a Bagdá após a revolução liderada pelo partido Ba'ath em fevereiro 1963. Saddam assumiu o comando da organização militar do partido. No ano seguinte, voltou à prisão, que só deixaria três anos depois.





Características do governo de Saddam Hussein.

O governo de Saddam se tornou verdadeiramente autocrático, onde ele se auto-intitulou El-Raïs el-Monadel (o Presidente Combatente). Seu governo foi marcado pela execução de centenas de oposicionistas e a morte de 5.000 curdos em Halabja, em consequência da intoxicação provocada pelas bombas de gás Tabun lançadas pela aviação iraquiana.
Cartazes com retratos seus espalhados por ruas e avenidas de todo o Iraque, criação de uma imagem de islamita devoto e bom pai de família (embora fosse considerado um cético do ponto de vista religioso e apreciasse bebidas alcóolicas proibidas pelo Islão), eliminação violenta de toda a oposição política, censura à imprensa Saddam acabou por parecer, aos olhos do iraquiano comum, como o retrato da autoridade infalível, ainda que tirânica.
E como todo o tirano, Saddam Hussein sempre temia que inimigos políticos o derrubassem. Construiu 23 palácios para uso pessoal, todos permanentemente vigiados, jamais dormia duas noites seguidas no mesmo local e, jamais ingeria comida que não tivesse sido testada e provada por gente de sua confiança.
A ambição de Saddam por tornar-se o líder mais poderoso do Oriente Médio o levou a declarar guerra ao Irã dos aiatolás. Nessa época, inclusive, ele chegou a receber apoio norte-americano, uma vez que os EUA temiam as conseqüências da ascensão da Revolução Islâmica na região. Usando como pretexto a disputa por poços de petróleo, as relações entre Irã e Iraque deterioraram-se rapidamente.

Xiitas e Sunitas no Iraque.

No Iraque cerca de dois terços da população são xiitas. Eles eram oprimidos pelo partido Baath de Saddam Hussein composto sobretudo por sunitas.

Relações políticas e econômicas do Iraque com os Estados Unidos nos últimos 20 anos.


Há duas décadas, os Estados Unidos tentavam se aliar a Saddam Hussein; na década passada, erguiam uma coalizão com 33 países para destruí-lo. Assim, uma relação que começou com perspectivas de ampla cooperação e proximidade política tornou-se o principal confronto internacional dos dias atuais. Os americanos tentaram encerrar o ciclo em 2003, com Saddam derrotado e seus militares a cargo da reconstrução do país.
A aproximação entre EUA e Iraque na década de 80 foi idealizada pelo governo de Ronald Reagan e seu vice, George Bush. Na avaliação deles, o Iraque e seu novo líder Saddam poderiam simbolizar um novo tipo de estado árabe, moderado e alinhado com o Ocidente. Os americanos colaboraram com o Iraque na guerra contra o vizinho Irã, país que viu radicais islâmicos anti-EUA tomarem o poder.
Visita - Na metade da década de 80, Reagan enviou um de seus aliados políticos, Donald Rumsfeld, para Bagdá. Sua missão era conversar com Saddam e melhorar a relação entre os países. Alguns anos depois, Rumsfeld fazia parte de equipe de governo que participou da Guerra do Golfo. Em 2002, como secretário de Defesa, tornou-se um dos principais defensores da nova guerra contra Saddam.
A curiosa mudança de posições teve sempre como pano de fundo o polêmico regime de Saddam Hussein, que chegou a conquistar elogios internacionais por programas humanitários e de educação. Porém, descobriu-se depois que o regime iraquiano promoveu reformas às custas do sofrimento de boa parte da população, que perdeu seus direitos individuais, foi oprimida e acabou ainda mais miserável.
Arsenais - O ponto de virada na cooperação entre EUA e Saddam foi registrado na segunda metade dos anos 80, quando Saddam usou armas químicas contra sua própria população. A reação interna e externa ao caso afastou os dois governos. A tensão se intensificou quando descobriu-se que Saddam tentava obter armas nucleares. No entanto, os EUA só mudaram de lado no dia 2 de agosto de 1990.
A invasão do Kuwait por tropas iraquianas evidenciou o risco que Saddam Hussein representava. Os EUA saíram em defesa do país invadido e iniciaram a Guerra do Golfo. Apesar da vitória, não foram a Bagdá para derrubar Saddam. "Poderíamos ter avançado até lá em 48 horas, e fazer daquilo tudo um inferno", disse Donald Rumsfeld. "Mas aí estaríamos fazendo um tirano bruto e derrotado se transformar num mártir."


Causas e conseqüências da guerra para os dois países.


Fatores envolvidos:
v Interesses anglo-americanos
v A questão religiosa
v O petróleo
v Interesse turco
v Controle político regional
v A oposição Teuto-francesa
v O mundo e o conflito
v O Brasil e o Conflito
v O pós-guerra
Conseqüências:
v Ocupação do Iraque
v Recrudescimento dos conflitos religiosos
v Atentados contra soldados americanos e ingleses
v Aumento da instabilidade política na região
v Crescimento do anti-americanismo
v Crescimento do anti-semitismo entre os árabes


Atuação da ONU e da Comunidade Internacional no conflito.


Saddam foi expulso do poder pelas tropas estado-unidenses e britânicas numa guerra não autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU, que era constituído pela República Popular da China, República Francesa ,Federação Russa ,Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Estados Unidos da América.





isaias

segunda-feira, 12 de maio de 2008

História e tempo presente

História

· Quem foi Saddam Hussein?
Saddam Hussein nasceu em 28 de abril de 1937, em Tikrit (160 km de Bagdá). Filho de camponeses, seu pai morreu antes de seu nascimento. Formou-se em direito na Universidade do Cairo (Egito) e envolveu-se com a política desde cedo, filiando-se ao Partido Baath (nacionalista e socialista), além de tornar-se integrante de um clã cada vez mais influente no Exército.Saddam foi um dos homens que participaram da tentativa de assassinato do general Abdul Karim Kassen, que havia derrubado a monarquia em 1958. O líder iraquiano passou um breve período no Egito, durante o qual seu partido participou de um golpe militar em Bagdá. Voltou ao Iraque a tempo de ser preso quando o Baath foi derrubado em 1964.
· Características do governo de Saddam Hussein.
Em 1979, Saddam é eleito presidente pelos líderes do Baath. No mesmo ano em que assumiu o poder, Saddam "purificou" seu governo. Em uma reunião de gabinete, ele apontou, entre os presentes, traidores que se opunham a seu governo. Eles foram conduzidos para serem torturados e depois executados. Outros membros do governo foram forçados a se juntar aos esquadrões de fuzilamento. Udai e Qusai, filhos de Saddam, foram chamados para assistir à vingança de seu pai.
· Xiitas e sunitas no Iraque.
BAGDÁ, 23 fev (AFP) - As relações entre as duas principais correntes do Islã no Iraque, os xiitas e os sunitas, têm se caracterizado por um clima de contínua tensão. - OS XIITAS representam mais da metade da população iraquiana (mais ou menos 60%) e estão estabelecidos principalmente no sul do país. Depois de anos de opressão durante o regime sunita de Saddam Hussein, conquistaram ampla vitória nas eleições gerais de 30 de janeiro de 2005, chegando ao poder pela primeira vez na história do país. Sua longa exclusão do processo político em benefício dos sunitas começou nos anos 20, quando as autoridades religiosas xiitas pediram aos fiéis que boicotassem as eleições organizadas pelo ocupante britânico.
· Relações políticas e econômicas do Iraque com os EUA nos últimos 20 anos.
Pessoas mais velhas, nos anos 1950 e 60, antes da guerra Vietnã, freqüentavam institutos culturais norte-americanos em todo mundo. Eram lugares sem grades ou guardas do exército, onde se podia ler jornais em inglês, ouvir música dos Estados Unidos, enfim, apreender sobre a cultura do país. Mas todos esses institutos foram fechados nos anos 80 e 90. E agora há uma geração que só conhece os Estados Unidos como uma nação que impôs sanções ao seu país, ou atirou bombas nele. Não sei se a hora é propícia para reativar os intercâmbios culturais, mas é necessário voltar a ser uma potência respeitada por ser tolerante e que tenha outros atributos, que não seja seu poderio bélico.
· Causas e conseqüências da guerra para os dois países.
O historiador e analista Gareth Porter escreveu: “A verdadeira ameaça de guerra civil no Iraque não vem do conflito sunitas-xiitas, mas das tensões curdo-árabes que foram remexidas pela estratégia norte-americana de ‘iraquização’. Durante o último ano, o exército dos EUA tem tentado fazer com que sunitas e xiitas combatam os insurgentes ao lado das tropas dos EUA. Mas as únicas tropas iraquianas dispostas a participar na guerra em grande número têm sido as curdas... Confiar nos curdos como auxiliares da ocupação norte-americana é uma estratégia perigosa
· Atuação da ONU e da comunidade internacional no conflito.
No dia 2 de agosto de 1990 Saddam invade o Kuait e anuncia que pretende anexá-lo. Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU aprova a resolução 661, que impõe sanções econômicas ao Iraque. Em janeiro de 1991 o Iraque passa a receber ataques aéreos. Cerca de um mês mais tarde ocorre o cessar-fogo da guerra.
· Atual situação política, econômica social e cultural do Iraque.

O Iraque é um país invadido e dominado pelos Exércitos dos EUA e seus aliados. O país, além da luta contra os invasores está praticamente em guerra civil, entre duas facções étnicas religiosas, os xiitas e o sunitas. Também tem problemas com outra etnia no norte do país que são os curdos, que lutam pela sua independência, mas são uma minoria sem muito peso. Os xiitas são maiorias da população e dominam basicamente o sul do país enquanto os sunitas dominam a região central, inclusive a capital Bagdá.Durante a invasão americana, a infra-estrutura (rodovias, usinas elétricas, refinarias, abastecimento de água, etc.) foi destruída, além dos danos causados às cidades.Socialmente o povo iraquiano deve estar vivendo momentos muito difíceis, muitas das pessoas com melhores condições econômicas, fugiram para outros paises, deixando para trás apenas aqueles que não puderam sair.Economicamente e culturalmente num país ocupado por forças estrangeiras não dá para se saber a real situação.Só sei que as empresas americanas (empreiteiras), que estão fazendo a reconstrução da infra-estrutura, devem estar ganhando muito dinheiro.Com a guerra civil, não existe Segurança Pública, qualquer um está sujeito a ataques ou atentados terroristas que não escolhem suas vítimas.A situação da população civil é péssima e sem esperança de melhora a curto prazo. O país está praticamente num impasse sem solução a vista e a presença americana não ajuda em nada.
Rosilene,Nilcelly,Jaqueline e Raiane 1°A

quem foi saddam hussein

QUEM FOI SADDAM HUSSEIN? O ditador iraquiano Saddam Hussein viveu muitos anos como grande autoridade cultuada no país, mas passou a viver como clandestino após a queda de seu regime, em 2003.O culto da personalidade em torno do "grande dirigente" terminou com sua captura, por tropas americanas, em um beco ao norte de Bagdá, em 13 de dezembro de 2003, depois de uma perseguição que durou oito meses.Em 9 de abril de 2003, o regime do homem que prometeu "morrer no Iraque e preservar a honra de seu povo" caiu com a entrada das tropas americanas na capital iraquiana e a fuga de seu Exército.Após a queda, Hussein, 69, entrou na clandestinidade. Suas estátuas foram derrubadas e seus retratos, destruídos. Seus filhos Qusay e Uday foram mortos três meses mais tarde, em um ataque das forças de ocupação contra seu esconderijo. Sua mulher e suas filhas fugiram do Iraque.Após sua captura, o ex-governante foi mantido preso em locais desconhecidos do Iraque, antes de ser transferido a uma prisão em uma das maiores bases americanas do país, perto do aeroporto de B.
CARACTERISTICAS DO GOVERNO DE SADDAM HUSSEIN?
A divulgação neste Domingo da sentença do tribunal iraquiano que julgava o antigo ditador do país, Saddam Hussein, para a qual o governo do país se havia preparado através da declaração do recolher obrigatório, foi recebida de forma muito diferente pelos habitantes do Iraque. Saddam, foi condenado à morte, por enforcamento, após ter sido declarado culpado de Crimes contra a Humanidade.Assim, enquanto as regiões de maioria Xiita (que representam mais de 60% da população do país) as pessoas festejaram alegremente a decisão do tribunal, outras regiões houve, como o centro-norte e o oeste do país, onde as pessoas protestaram contra a condenação.O facto de Saddam Hussein, ser de origem sunita, e de os sunitas sempre terem dominado o Iraque desde que o país foi criado pelos britânicos, resultou em sentimentos de desconfiança entre as duas principais seitas do Islão, numa altura em que com a introdução de um sistema democrático de representação, a maioria xiita, pode pela primeira vez ser ouvida.Uma das características do governo de Saddam, foi a feroz repressão dos xiitas do sul do país, onde se encontram os dois mais sagrados lugares do islão Xiita, as cidades de Najaf e KarbalahO dominio dos sunitas, foi sempre garantido através de uma forte repressão, quer durante a monarquia imposta pelos britânicos quer pelos regimes despóticos que se lhe seguiram. O exército do Iraque, foi sempre dominado pelos sunitas, e as suas chefias eram na sua esmagadora origem daquela facção religiosa, pese embora o facto de o Iraque ser um estado laico.A morte por enforcamento de Saddam Hussein, inevitavelmente levará os sunitas iraquianos a achar que estão encurralados num país onde a superioridade numérica dos xiitas acabará por os impor em todos os lugares do aparelho de estado, potenciando e criando condições para o estabelecimento de um clima de guerra civil, que se pode transformar a médio e longo prazo num clima de guerra religiosa entre os xiitas, apoiados pelo Irão, e pelos sunitas apoiados pela Arábia Saudita.
XIITAS E SUNITAS NO IRAQUE? - OS XIITAS representam mais da metade da população iraquiana (mais ou menos 60%) e estão estabelecidos principalmente no sul do país.Depois de anos de opressão durante o regime sunita de Saddam Hussein, conquistaram ampla vitória nas eleições gerais de 30 de janeiro de 2005, chegando ao poder pela primeira vez na história do país.Sua longa exclusão do processo político em benefício dos sunitas começou nos anos 20, quando as autoridades religiosas xiitas pediram aos fiéis que boicotassem as eleições organizadas pelo ocupante britânico.A marginalização dos xiitas, que nos anos 50 eram maioria no Partido Baath e no Partido Comunista iraquiano, se acelerou nos anos 70, com o aumento do poder do clã sunita de Tikrit de Saddam Hussein.A chegada ao poder de Saddam se traduz na proibição de algumas festas religiosas, como o Ashura, e uma repressão sangrenta contra os dirigentes religiosos xiitas. O mais importante deles, o aiatolá Mohamed Baqer Sadr, foi executado em 1980.Em 1991, logo depois da derrota iraquiana na guerra do Golfo, uma revolta popular xiita explodiu na região sul do Iraque. Este amplo movimento de hostilidade ao poder foi reprimido de maneira sangrenta pelas autoridades.Somente a queda do regime de Saddam Hussein em abril de 2003 permitiu aos xiitas a prática aberta de seus rituais.Porém, os xiitas foram vítimas de vários atentados desde o início da guerra. Em agosto de 2003 em Najaf, pelo menos 83 pessoas morreram, incluindo o religioso Mohammed Baqer Hakim. No dia 2 de março de 2004, durante o luto sagrado de Ashura, mais de 170 pessoas morreram.Em 19 de dezembro, as cidades xiitas de Najaf e Kerbala são de novo alvo de dois atentados (66 mortos). Em 28 de fevereiro, Hilla, cidade majoritária xiita, é alvo do atentado mais sangrento registrado desde abril de 2003, reivindicado pelo grupo do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Mussab al-Zarqawi (118 mortos).Os xiitas formam atualmente uma comunidade não monolítica. O governo iraquiano, dominado por uma corrente religiosa majoritariamente fiel ao grande aiatolá Ali Sistani, é partidária de que sejam mantidas as forças estrangeiras, ao passo que o clérigo radical Moqtada al-Sadr, cujas tropas, o Exército de Mehdi, dirigiram no ano passado uma rebelião contra a ocupação, é um ferrenho opositor à presença dos americanos no país.O Iraque ocupa um lugar considerável no xiismo. Os elementos fundadores desta facção da fé muçulmana nasceram nesse país e seis dos 12 imãs venerados pelo xiismo estão enterrados ali, em particular Ali, primo e genro do profeta Maomé, cujo mausoléu se encontra em Najaf, e Hussein, filho de Ali e neto do profeta, em Kerbala.- OS SUNITAS buscam se apresentar como a ortodoxia frente ao xiismo, ou seja, a facção que aplica as doutrinas, normas e costumes estabelecidos pela religião. Eles se submetem à sunna ("Tradição do Profeta") e geralmente obedecem o poder instalado, inclusive se não for religioso.Uma corrente muito purista do sunismo é o wahabismo, atualmente doutrina de Estado na Arábia Saudita.Os sunitas, apesar de majoritários no Islã, são minoritários dentro da população iraquiana (entre 20 e 25%).Sempre estiveram à frente do Estado e dominaram o Exército e as forças de segurança. Sob o regime de Saddam Hussein, os sunitas se beneficiavam de sua proteção e ocupavam a maioria dos postos de comando, formando essencialmente os quadros superiores do Exército, da polícia e do Partido Baath.Relegado ao segundo plano depois da invasão americana do Iraque, em março de 2003, em benefício dos xiitas e dos curdos, a minoria sunita surge de uma subrepresentação na Assembléia devido às convocações ao boicote que fizeram a seus eleitores em 30 de janeiro de 2005, provocando a perda de influência desta comunidade.Já frustrada pelo aumento do poder dos xiitas, esta comunidade se sente alvo das inúmeras operações e detenções realizadas pelas forças iraquianas e americanas em bairros ou localidades povoadas por árabes sunitas devido à natureza de sua insurreição, formada essencialmente de sunitas.
A ONU e a manutenção da paz
As Nações Unidas enfrentam um desafio extraordinário na área da manutenção da paz. O número de operações continua crescendo, o envio e distribuição de tropas está aumentando em espiral e a necessidade de mais especialistas civis começa a fazer-se sentir com grande acuidade. Atualmente, o Departamento de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas administra 16 missões em lugares tão distantes como Timor Leste, Haiti ou Saara Ocidental.
As Nações Unidas vem aumentar sistematicamente sua capacidade para apoiar operações e planejar novas missões. No entanto, estas solicitações crescentes estão, mais do que nunca, colocando à prova a capacidade de manutenção da paz da ONU e, para lhes poder dar resposta, a Organização necessita de importantes recursos suplementares. As perguntas e respostas que se apresentam a seguir descrevem as atividades das Nações Unidas na área da manutenção da paz.
O que é a manutenção da paz?
A Carta das Nações Unidas confere ao Conselho de Segurança da ONU o poder e a responsabilidade de empreender ações coletivas com vista a manter a paz e a segurança internacionais. É por esta razão que a comunidade internacional recorre ao Conselho de Segurança quando é necessário autorizar operações de manutenção da paz.
As atividades de manutenção da paz das Nações Unidas surgiram, inicialmente, durante a Guerra Fria como um meio de resolver conflitos entre os Estados mediante o envio de pessoal militar desarmado ou portador de armas leves de vários países, sob o comando da ONU, e sua distribuição pelas forças armadas das partes anteriormente em conflito. O fim da Guerra Fria deu origem a uma mudança radical nas atividades de manutenção da paz da ONU. Com um novo espírito de cooperação, o Conselho de Segurança criou missões de manutenção da paz de maior dimensão e mais complexas, freqüentemente para ajudar a implementar acordos de paz abrangentes entre os protagonistas de conflitos internos. Além disso, as missões de manutenção da paz passaram a contar com a participação de um número cada vez maior de elementos não militares a fim de garantir sua sustentabilidade. Em 1992, foi criado o Departamento de Operações de Manutenção da Paz das Nações Unidas, com o objetivo de apoiar a procura crescente de atividades de manutenção da paz complexas.
Em 1999, o Secretário-Geral, Kofi Annan, decidiu que era imprescindível efetuar uma reforma das missões de manutenção da paz das Nações Unidas realçando a necessidade de aumentar a capacidade das Nações Unidas para realizar operações de manutenção da paz e, em particular, para assegurar o rápido envio de capacetes azuis e a atribuição rápida de mandatos susceptíveis de satisfazer as necessidades in loco. Era necessário definir normas de intervenção militar mais claras para as missões de manutenção da paz da ONU, garantir uma maior coordenação entre o Secretariado da Organização em Nova Iorque e as suas agências ao nível do outro lado, também era necessário intensificar os esforços no sentido de proteger as populações civis durante os conflitos.
planejamento e realização das missões, bem como uma maior cooperação entre as Nações Unidas e as organizações regionais. Por Quais são os principais desafios a superar a fim de garantir o êxito das missões de manutenção da paz?
Os desafios que se apresentam às missões de manutenção da paz da ONU são imensos. Na República Democrática do Congo, por exemplo, as Nações Unidas dão apoio a um governo transitório num país enorme, onde a infra-estrutura é mínima e onde existe pouca coesão nacional. No Kosovo, a ONU está preparando o país e as partes interessadas para as conversações sobre o estatuto final. A Organização está reforçando sua missão na Libéria e a reduzindo as operações em Timor Leste e em Serra Leoa. Simultaneamente, têm surgido novas crises e foram assinados novos acordos de paz. As forças armadas com maior capacidade do mundo têm enormes contingentes destacados em várias regiões - principalmente no Iraque e no Afeganistão - enquanto os países em desenvolvimento, entre os quais se contam os 10 países que mais contribuem com efetivos para as missões de manutenção da paz da ONU, têm recursos limitados.
Quem decide sobre o envio de uma missão de manutenção da paz da ONU e quem fica responsável pela mesma?
É o Conselho de Segurança das Nações Unidas que normalmente cria e define as missões de manutenção da paz. Para isso, atribui a cada missão um mandato - uma descrição das tarefas da missão. A fim de criar uma nova missão de manutenção da paz ou alterar o mandato ou efetivos de uma missão existente, é necessário o voto favorável de nove dos 15 Estados-Membros do Conselho de Segurança. No entanto, se qualquer um dos cinco membros permanentes - China, França, Federação Russa, Reino Unido ou Estados Unidos - votar contra a proposta, esta é rejeitada. As operações de manutenção da paz são dirigidas e geridas pelo Secretário-Geral, que informa o Conselho sobre o seu andamento.
Quanto custa a manutenção da paz?
As atividades da ONU na área da manutenção da paz são muito eficazes em termos de custos. A ONU gasta menos, por ano, na manutenção da paz a nível mundial do que a cidade de Nova York gasta nos orçamentos anuais dos seus bombeiros e da sua polícia. Além disso, a manutenção da paz é muito menos dispendiosa do que a alternativa, isto é, a guerra. As missões de manutenção da paz do ONU custaram cerca de 2,6 bilhões de dólares em 2002. No mesmo ano, os governos gastaram cerca de 800 bilhões de dólares em armas - um valor que representa 2,5% do produto interno bruto mundial e que não apresenta sinais de estar diminuindo.
O orçamento da manutenção da paz proposto para o ano 2004-2005 é de 2,68 bilhões de dólares mas se novas missões forem criadas, poderá haver um acréscimo de mais 2 bilhões.
Todos os Estados-Membros são legalmente obrigados a contribuir com uma parcela dos custos da manutenção da paz, segundo uma fórmula complexa que eles próprios definiram. Apesar desta obrigação legal, em março de 2004, as contribuições em atraso dos Estados-Membros ascendiam a cerca de 2 bilhões de dólares.
Como são remunerados os capacetes azuis?
Os soldados integrados em missões de manutenção da paz são remunerados pelos respectivos governos de acordo com as patentes e as tabelas salariais nacionais. Os países que fornecem pessoal militar e da polícia a título voluntário para operações de manutenção da paz são reembolsados pela ONU a uma taxa fixa ligeiramente superior a mil dólares por soldado, por mês. A ONU também reembolsa os países por equipamento.
Quem contribui com pessoal?
A Carta das Nações Unidas estipula que, a fim de contribuir para a manutenção da paz e da segurança internacionais, todos os Estados-Membros se comprometem a proporcionar ao Conselho de Segurança as forças armadas e facilidades necessárias. Desde 1948, cerca de 130 países contribuíram com pessoal militar e da polícia civil para operações de paz. Embora não existam registros pormenorizados de todo o pessoal que prestou serviço em missões de manutenção da paz desde 1948, calcula-se que, nos últimos 56 anos, já prestaram serviço sob a bandeira da ONU cerca de um milhão de soldados, polícias e civis. Em março de 2004, havia mais de 51 mil elementos das forças armadas e da polícia de 94 países prestando serviço - o maior número desde 1995.
Em março de 2004, além do pessoal militar e da polícia, havia mais de 3 200 efetivos civis internacionais, 1 200 voluntários das Nações Unidas e 6 500 efetivos civis locais trabalhando em missões de manutenção da paz da ONU.
É permitido aos capacetes azuis da ONU usar a força?
Segundo o conceito tradicional de manutenção da paz, as forças da ONU devem estar desarmadas ou armadas com armas de pequeno calibre, apenas podendo usar a força em legítima defesa. No entanto, nos últimos anos, os acontecimentos deram origem a um debate sobre a forma de tornar os capacetes azuis mais eficazes em missões perigosas e complexas, assegurando simultaneamente a sua imparcialidade.
Constatou-se que as operações de manutenção da paz que não dispõem de recursos e efetivos suficientes ou de normas de intervenção militar fortes não têm condições para conter as facções armadas que surgem no período a seguir a uma guerra civil. Tem havido casos em que as próprias forças da ONU foram alvo de ataques e sofreram baixas. Ultimamente, o Conselho de Segurança tem baseado os mandatos das operações de manutenção da paz no Capítulo VII da Carta das Nações Unidas, permitindo que os capacetes azuis assumam uma postura enérgica, usando armas susceptíveis de produzir um efeito de dissuasão.

RELAÇÕES POLÍTICAS ECONÔMICAS DO IRAQUE COM OS ESTADOS UNIDOS NOS ÚLTIMOS 20 ANOS?
Como os poderes básicos internos não se podem internacionalizar3, é aceite empiricamente pelos Estados o Direito Internacional como árbitro das Relações Internacionais. Podemos ter as normas mas não os instrumentos eficazes de sancionar as violações. Não havendo coercividade então será que existe Direito Internacional? O paradoxo de dotar o sistema de obrigatoriedade, chocando com o conceito de soberania dos Estados é agravado pelo facto de que os tratados só serem vinculativos para aqueles que os ratifiquem. No entanto não podemos descartar que existe uma pressão interna­cional associada ao respeito por esses tratados (ou pelo menos das potências mais fortes relativamente aos incumpridores mais fracos). Por exemplo as convenções de Genebra de 1925 que proíbem o uso de agentes químicos nas guerras só foram abertamente desrespeitadas por Saddam Hussein na década de 804.

Tendo em conta as especificidades do Direito Internacional podemos salientar a sua principal função como agente regulador do sistema interna­cional: a proibição do uso da força nas Relações Internacionais.

A procura da justificação da guerra é recorrente. Desde os ensinamentos dos teólogos ancestrais até a pensadores espanhóis, a Guerra Justa é colocada em sede de direito das gentes. O início do pensamento moderno é atribuído a Grotius, sob a tentativa de uma teoria geral do Direito da Guerra, abordando a problemática da guerra do ponto de vista do direito entre Estados soberanos.

Até ao fim da 1ª Guerra Mundial o recurso à força era encarado como aceitável para resolver as divergências entre Estados. Neste período de indife­rença, o Estado era visto como a afirmação suprema de todo o direito. Sem regras jurídicas sobre o recurso à força, recorreu-se bastante à guerra e a medidas de represálias armadas. Não existia preocupação em limitar a força armada, desaparecendo o discurso e tornando legítima a guerra. A procura de ilegalização da Guerra encontrou grande impulso, após o horror da 1ª Guerra Mundial, com a Sociedade das Nações em 1919 e com o Tratado de Briand Kellog de 1928.

Apesar desta moldura jurídica, e acima de tudo, por causa dela, a humanidade continua a interrogar-se. Como é que uma sociedade democrática se defende? Pode a força ser um instrumento de justiça? Como se decide se uma guerra é justificável? O 11 de Setembro de 2001 despoletou inúmeros debates sobre a ética e moralidade da Guerra Justa. O Afeganistão e o Iraque vieram confirmar a pertinência deste tema.



Apesar do discurso contra o terrorismo e a possibilidade de o Iraque possuir armas de destruição em massa, o que esta por trás do ataque são os interesses econômicos da indústria bélica, do setor petrolífero e de financistas dos Estados Unidos, que percebem que a ascensão do euro, se tornando um padrão monetário cada vez mais estável, ameaça o dólar enquanto moeda utilizada nas transações internacionais.Todas as tentativas do governo americano de justificar a atual ofensiva contra o Iraque não encontram nenhuma sustentação no direito internacional e em nenhuma resolução da ONU, ao contrário, passa por cima da Organização das Nações Unidas, colocando-a numa situação delicada do ponto de vista internacional. Percebemos uma guerra com o objetivo de ampliar o domínio mundial através do controle das reservas de petróleo e a formação de governos fantoches.No final do ano 2000 o Iraque substituiu o dólar pelo euro em suas negociações relacionadas ao petróleo. Apesar de ter sido uma atitude isolada, que não foi seguida por outros países da OPEP, demonstrou ser uma ameaça para a hegemonia do capital estadunidense. Dessa maneira começamos a perceber melhor quais os interesses dos EUA na crise da Venezuela, país membro da OPEP e que tem na figura de seu presidente Hugo Chávez um discurso nacionalista, contrário a política desenvolvida pelos Estados Unidos.Uma das discussões mais importantes que se tem colocada em relação à Guerra, é quanto ao papel que a ONU desempenhará a partir deste momento. A iniciativa anglo-americana é vista por muitos analistas como a falência da ONU, na medida em que os "aliados" desrespeitaram abertamente a mais importante entidade internacional.A paz só será possível quando a justiça for implementada de acordo com o consenso mundial representado pelas resoluções da ONU. Quando a soberania e a auto determinção dos povos estiverem a frente de outros objetivos. Quando a justiça social prevalecer sobre os interesses exclusivos das potências e seus representantes que controlam governos de outros países.ImperialismoA história da formação do Iraque atual esta intimamente ligada ao desenvolvimento do imperialismo. Mas afinal o que chamamos de imperialismo? Para entende-lo devemos voltar ao século XIX, ao longo do qual se desenvolveu a 2a. Revolução Industrial.Até o inicio do século 19 a Inglaterra era a potencia industrial hegemônica, porém, a partir de 1830, outros países adotaram uma política de industrialização. Primeiro a França e Bélgica, mais tarde Alemanha, Estados Unidos, Itália e Japão. Em poucas décadas a produção industrial conheceu um crescimento vertiginoso, não só no número de países, mas no número de indústrias em cada país, no número de máquinas, tudo isso acompanhado de grande avanço tecnológico. Esse foi o momento em que o petróleo surge como combustível para os motores, substituindo o carvão e a máquina a vapor, típica do século anterior. Nesse processo que desponta a "indústria de bens de produção" - siderúrgica, mecânica, metalúrgica, química - deixando em segundo plano as indústrias de bens de consumo. Por isso, eram necessárias novas matérias-primas, como os minérios.O rápido crescimento da produção industrial foi reflexo da ascensão e consolidação da burguesia como classe social hegemônica, particularmente na Europa e Estados Unidos, e de todos os avanços tecnológicos do período.Contraditoriamente a industrialização provocou uma grave crise econômica, conhecida como primeira depressão do capitalismo que, no final do século, foi responsável por profundas transformações socioeconômicas nos países industrializados. A formação de uma grande massa social pauperizada estimulou um movimento migratório em grande escala para a América, ao mesmo tempo em que os governantes adotaram políticas reorientando a economia de seus países. Esses governantes europeus representavam a burguesia, na medida em que na maioria dos países o liberalismo estava apoiado na participação política censitária (definida pela renda do indivíduo).Internamente a economia se caracterizou pela concentração de capitais nas mãos de grandes conglomerados empresariais - trustes, holdings e cartéis - com a intervenção do capital financeiro sobre a atividade produtiva. Muitas indústrias faliram, ao mesmo tempo outras várias se fundiam e deram origem a potencias econômicas. Porém esse processo somente foi possível quando combinado com a ação externa, ou seja, a conquista de novos mercados que pudessem fornecer matéria-prima para estas indústrias e, ao mesmo, tempo consumir seus produtos. Essa ação externa é denominada Neocolonialismo. É importante perceber a relação direta entre aqueles que governam e aqueles que detêm o capital, com o mesmo interesse. O neocolonialismo foi uma política do Estado e dos grandes conglomerados empresariais, sobre a África e Ásia, marcada pela conquista econômica, militar, social, cultural e religiosa, ou seja, uma política imperialista.A partilha afro-asiática foi implementada pelas grandes potências, destacando-se a Inglaterra, que criou um verdadeiro império colonial, seguida pela França. Alemanha, Itália, Japão, Bélgica, Holanda também participaram da corrida colonial, assim como os Estados Unidos, com uma política um pouco diferenciada sobre a América Latina, e Portugal e Espanha, que ainda possuíam territórios na África. Do ponto de vista econômico, interessa às grandes potências a obtenção de produtos que pudessem ser utilizados no desenvolvimento industrial: minérios e petróleo. Os interesses imperialistas comuns serviram para aumentar a rivalidade entre os países europeus, principalmente porque a Inglaterra havia saído na frente na corrida colonial e não concordava com a idéia de re-divisão dos territórios. No entanto, aos poucos as potências descobririam que as maiores reservas de petróleo estavam fora de suas colônias, no Oriente Médio, sob o controle do Império Otomano, que por sua vez já vivenciava grande decadência.

Iraque

Quem foi Saddam Hussein?


Saddam Hussein nasceu na aldeia Al-Awja, pertencente à cidade muçulmana sunita de Tikrit, situada a 150 quilômetros de Bagdá. Nascido no mesmo lugar que o lendário Saladino e descendente de uma família de camponeses. Saddam, ainda na adolescencia, se mudou para Bagdá.
Em 1956, aos dezenove anos, aderiu ao Partido Socialista Árabe Ba'ath (fundado na Síria por Michel Aflaq) e, no mesmo ano, participou de um golpe de Estado fracassado contra o rei Faisal II. Dois anos depois, participou de outro golpe, dessa vez contra Abdul Karim Qassim, carrasco do monarca e líder do novo regime golpista. Acusado de complô, foi condenado à morte à revelia em fevereiro de 1960, sentença da qual conseguiu escapar fugindo para o Egito e através da Síria, onde as autoridades lhe concederam asilo político.
No Cairo, concluiu seus estudos secundários e foi admitido na Escola de Direito - terminaria a faculdade anos depois, em 1968 -, onde se relacionou com jovens membros do Partido Ba'ath egípcio, de inspiração esquerdista e pan-árabe. Acabou sendo perdoado e voltando a Bagdá após a revolução liderada pelo partido Ba'ath em fevereiro 1963. Saddam assumiu o comando da organização militar do partido. No ano seguinte, voltou à prisão, que só deixaria três anos depois.

Características do governo de Saddam Hussein.

O governo de Saddam se tornou verdadeiramente autocrático, onde ele se auto-intitulou El-Raïs el-Monadel (o Presidente Combatente). Seu governo foi marcado pela execução de centenas de oposicionistas e a morte de 5.000 curdos em Halabja, em consequência da intoxicação provocada pelas bombas de gás Tabun lançadas pela aviação iraquiana.
Cartazes com retratos seus espalhados por ruas e avenidas de todo o Iraque, criação de uma imagem de islamita devoto e bom pai de família (embora fosse considerado um cético do ponto de vista religioso e apreciasse bebidas alcóolicas proibidas pelo Islão), eliminação violenta de toda a oposição política, censura à imprensa Saddam acabou por parecer, aos olhos do iraquiano comum, como o retrato da autoridade infalível, ainda que tirânica.
E como todo o tirano, Saddam Hussein sempre temia que inimigos políticos o derrubassem. Construiu 23 palácios para uso pessoal, todos permanentemente vigiados, jamais dormia duas noites seguidas no mesmo local e, jamais ingeria comida que não tivesse sido testada e provada por gente de sua confiança.
A ambição de Saddam por tornar-se o líder mais poderoso do Oriente Médio o levou a declarar guerra ao Irã dos aiatolás. Nessa época, inclusive, ele chegou a receber apoio norte-americano, uma vez que os EUA temiam as conseqüências da ascensão da Revolução Islâmica na região. Usando como pretexto a disputa por poços de petróleo, as relações entre Irã e Iraque deterioraram-se rapidamente.


Xiitas e Sunitas no Iraque.

No Iraque cerca de dois terços da população são xiitas. Eles eram oprimidos pelo partido Baath de Saddam Hussein composto sobretudo por sunitas.

Relações políticas e econômicas do Iraque com os Estados Unidos nos últimos 20 anos.


Há duas décadas, os Estados Unidos tentavam se aliar a Saddam Hussein; na década passada, erguiam uma coalizão com 33 países para destruí-lo. Assim, uma relação que começou com perspectivas de ampla cooperação e proximidade política tornou-se o principal confronto internacional dos dias atuais. Os americanos tentaram encerrar o ciclo em 2003, com Saddam derrotado e seus militares a cargo da reconstrução do país.
A aproximação entre EUA e Iraque na década de 80 foi idealizada pelo governo de Ronald Reagan e seu vice, George Bush. Na avaliação deles, o Iraque e seu novo líder Saddam poderiam simbolizar um novo tipo de estado árabe, moderado e alinhado com o Ocidente. Os americanos colaboraram com o Iraque na guerra contra o vizinho Irã, país que viu radicais islâmicos anti-EUA tomarem o poder.
Visita - Na metade da década de 80, Reagan enviou um de seus aliados políticos, Donald Rumsfeld, para Bagdá. Sua missão era conversar com Saddam e melhorar a relação entre os países. Alguns anos depois, Rumsfeld fazia parte de equipe de governo que participou da Guerra do Golfo. Em 2002, como secretário de Defesa, tornou-se um dos principais defensores da nova guerra contra Saddam.
A curiosa mudança de posições teve sempre como pano de fundo o polêmico regime de Saddam Hussein, que chegou a conquistar elogios internacionais por programas humanitários e de educação. Porém, descobriu-se depois que o regime iraquiano promoveu reformas às custas do sofrimento de boa parte da população, que perdeu seus direitos individuais, foi oprimida e acabou ainda mais miserável.
Arsenais - O ponto de virada na cooperação entre EUA e Saddam foi registrado na segunda metade dos anos 80, quando Saddam usou armas químicas contra sua própria população. A reação interna e externa ao caso afastou os dois governos. A tensão se intensificou quando descobriu-se que Saddam tentava obter armas nucleares. No entanto, os EUA só mudaram de lado no dia 2 de agosto de 1990.
A invasão do Kuwait por tropas iraquianas evidenciou o risco que Saddam Hussein representava. Os EUA saíram em defesa do país invadido e iniciaram a Guerra do Golfo. Apesar da vitória, não foram a Bagdá para derrubar Saddam. "Poderíamos ter avançado até lá em 48 horas, e fazer daquilo tudo um inferno", disse Donald Rumsfeld. "Mas aí estaríamos fazendo um tirano bruto e derrotado se transformar num mártir."

Causas e conseqüências da guerra para os dois países.

Fatores envolvidos:
Interesses anglo-americanos
A questão religiosa
O petróleo
Interesse turco
Controle político regional
A oposição Teuto-francesa
O mundo e o conflito
O Brasil e o Conflito
O pós-guerra
Conseqüências:
Ocupação do Iraque
Recrudescimento dos conflitos religiosos
Atentados contra soldados americanos e ingleses
Aumento da instabilidade política na região
Crescimento do anti-americanismo
Crescimento do anti-semitismo entre os árabes

Atuação da ONU e da Comunidade Internacional no conflito.


Saddam foi expulso do poder pelas tropas estado-unidenses e britânicas numa guerra não autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU, que era constituído pela República Popular da China, República Francesa ,Federação Russa ,Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e Estados Unidos da América.

Atual situação política, econômica, social e cultural do Iraque.

Política: Depois da invasão do Iraque e a queda do ex-regime, os americanos começaram empurraro novo processo político no Iraque. Muitos partidos iraquianos, velhos e novos, começarama disputa de poder em um país que passou mais de três décadas sob o poder de um partido único. Os partidos que eram considerados de oposição voltaram para o Iraque depois de muitos anos de exílio em vários países como Irã, Inglaterra e Estados Unidos. A primeira eleição no Iraque foi realizada em 30 de Janeiro de 2005, dois anos depois dainvasão, para escolher os 275 membro da Assembléia Nacional do Iraque. Em 15 de outubro de 2005, cerca de 63% dos iraquianos votaram em decidir aceitar ou rejeitar a nova constituição. No dia 25 a nova constituição foi aprovada com a maioria de78%. Porém, enquanto a nova constituição foi apoiada por os kurdos e os shiitas, foi rejeitada pelos sunitas árabes. A eleição de 15 de Dezembro do mesmo ano foi realizada de acordo com a constituição paraescolher o novo governo, o que acabou sendo considerada uma vitória política para o novo governo e para os americanos no processo do que eles chamam de (Democratizar o Iraque). Porém, a eleição foi controlada totalmente pelos três grupos étnicos (Xiitas, Sunitas e Kurdos) o que acabou aprofundando as divisões entre eles. Isso criou umaameaça para o novo e ainda frágil processo político especialmente com o uso da violênciacomo uma forma de pressão no processo político. O governo americano afirmou que a eleição seria o primeiro passo para ter um Iraque democrático. Porém, os acontecimentos depois desta data não mostrarem progresso. O novo governo não conseguiu até hoje controlar o pais, e as divisões no sistema político acabaram ficando cada vez mais criticas. Hoje, o atual presidente do Iraque é Jalal Talabani, primeiro presidente eleito. Talibani écurdo e os curdos são 17 % da população iraquiana.

Economia: Dois dos principais produtos exportados são o petróleo e as tâmaras. Mas após os atentados de 11 de setembro de 2001, o país deixou de exportar 80% de sua produção de tâmara devido ao bloqueio econômico internacional. A economia do Iraque ficou arruinada por uma década de sanções econômicas internacionais. Estima-se que a recuperação da indústria de petróleo do Iraque, que está em frangalhos, levará três anos, a um custo mínimo de 5.000 milhões de dólares. A maioria da população depende totalmente das cestas básicas distribuídas pelo governo. A ONU calcula que a guerra criou quase 1 milhão de refugiados, que precisaram de ser abrigados e alimentados pelos exércitos de ocupação.

Cultura: A cultura do Iraque se confunde com a história da Humanidade. Destaca-se a arte milenar do artesanato tradicional iraquiano, do qual os melhores exemplos são os tapetes, baseia-se no rico legado da cultura árabe. Além do artesanato, os iraquianos são voltados para a literatura, tanto em prosa como em poesia. Destacaram-se os poetas Jawahiri e Nazik al-Malaaikah. Na escultura e na pintura sobressaíram Khaled al-Rahhal, Jawad Salim, Akram Shukri e Hafidh al-Durubi. Com o advento da invasão do Iraque pelos estadunidenses, ainda não se tem conhecimento sobre os impactos do conflito sobre os museus e tesouros guardados desde a antiguidade pelo povo iraquiano, mas crê-se que serão grandes.

Social: País invadido e sob ocupação estrangeira O povo Iraquiano é humilhado, torturado e massacrado.