História
· Quem foi Saddam Hussein?
Saddam Hussein nasceu em 28 de abril de 1937, em Tikrit (160 km de Bagdá). Filho de camponeses, seu pai morreu antes de seu nascimento. Formou-se em direito na Universidade do Cairo (Egito) e envolveu-se com a política desde cedo, filiando-se ao Partido Baath (nacionalista e socialista), além de tornar-se integrante de um clã cada vez mais influente no Exército.Saddam foi um dos homens que participaram da tentativa de assassinato do general Abdul Karim Kassen, que havia derrubado a monarquia em 1958. O líder iraquiano passou um breve período no Egito, durante o qual seu partido participou de um golpe militar em Bagdá. Voltou ao Iraque a tempo de ser preso quando o Baath foi derrubado em 1964.
· Características do governo de Saddam Hussein.
Em 1979, Saddam é eleito presidente pelos líderes do Baath. No mesmo ano em que assumiu o poder, Saddam "purificou" seu governo. Em uma reunião de gabinete, ele apontou, entre os presentes, traidores que se opunham a seu governo. Eles foram conduzidos para serem torturados e depois executados. Outros membros do governo foram forçados a se juntar aos esquadrões de fuzilamento. Udai e Qusai, filhos de Saddam, foram chamados para assistir à vingança de seu pai.
· Xiitas e sunitas no Iraque.
BAGDÁ, 23 fev (AFP) - As relações entre as duas principais correntes do Islã no Iraque, os xiitas e os sunitas, têm se caracterizado por um clima de contínua tensão. - OS XIITAS representam mais da metade da população iraquiana (mais ou menos 60%) e estão estabelecidos principalmente no sul do país. Depois de anos de opressão durante o regime sunita de Saddam Hussein, conquistaram ampla vitória nas eleições gerais de 30 de janeiro de 2005, chegando ao poder pela primeira vez na história do país. Sua longa exclusão do processo político em benefício dos sunitas começou nos anos 20, quando as autoridades religiosas xiitas pediram aos fiéis que boicotassem as eleições organizadas pelo ocupante britânico.
· Relações políticas e econômicas do Iraque com os EUA nos últimos 20 anos.
Pessoas mais velhas, nos anos 1950 e 60, antes da guerra Vietnã, freqüentavam institutos culturais norte-americanos em todo mundo. Eram lugares sem grades ou guardas do exército, onde se podia ler jornais em inglês, ouvir música dos Estados Unidos, enfim, apreender sobre a cultura do país. Mas todos esses institutos foram fechados nos anos 80 e 90. E agora há uma geração que só conhece os Estados Unidos como uma nação que impôs sanções ao seu país, ou atirou bombas nele. Não sei se a hora é propícia para reativar os intercâmbios culturais, mas é necessário voltar a ser uma potência respeitada por ser tolerante e que tenha outros atributos, que não seja seu poderio bélico.
· Causas e conseqüências da guerra para os dois países.
O historiador e analista Gareth Porter escreveu: “A verdadeira ameaça de guerra civil no Iraque não vem do conflito sunitas-xiitas, mas das tensões curdo-árabes que foram remexidas pela estratégia norte-americana de ‘iraquização’. Durante o último ano, o exército dos EUA tem tentado fazer com que sunitas e xiitas combatam os insurgentes ao lado das tropas dos EUA. Mas as únicas tropas iraquianas dispostas a participar na guerra em grande número têm sido as curdas... Confiar nos curdos como auxiliares da ocupação norte-americana é uma estratégia perigosa
· Atuação da ONU e da comunidade internacional no conflito.
No dia 2 de agosto de 1990 Saddam invade o Kuait e anuncia que pretende anexá-lo. Em resposta, o Conselho de Segurança da ONU aprova a resolução 661, que impõe sanções econômicas ao Iraque. Em janeiro de 1991 o Iraque passa a receber ataques aéreos. Cerca de um mês mais tarde ocorre o cessar-fogo da guerra.
· Atual situação política, econômica social e cultural do Iraque.
O Iraque é um país invadido e dominado pelos Exércitos dos EUA e seus aliados. O país, além da luta contra os invasores está praticamente em guerra civil, entre duas facções étnicas religiosas, os xiitas e o sunitas. Também tem problemas com outra etnia no norte do país que são os curdos, que lutam pela sua independência, mas são uma minoria sem muito peso. Os xiitas são maiorias da população e dominam basicamente o sul do país enquanto os sunitas dominam a região central, inclusive a capital Bagdá.Durante a invasão americana, a infra-estrutura (rodovias, usinas elétricas, refinarias, abastecimento de água, etc.) foi destruída, além dos danos causados às cidades.Socialmente o povo iraquiano deve estar vivendo momentos muito difíceis, muitas das pessoas com melhores condições econômicas, fugiram para outros paises, deixando para trás apenas aqueles que não puderam sair.Economicamente e culturalmente num país ocupado por forças estrangeiras não dá para se saber a real situação.Só sei que as empresas americanas (empreiteiras), que estão fazendo a reconstrução da infra-estrutura, devem estar ganhando muito dinheiro.Com a guerra civil, não existe Segurança Pública, qualquer um está sujeito a ataques ou atentados terroristas que não escolhem suas vítimas.A situação da população civil é péssima e sem esperança de melhora a curto prazo. O país está praticamente num impasse sem solução a vista e a presença americana não ajuda em nada.
Rosilene,Nilcelly,Jaqueline e Raiane 1°A
segunda-feira, 12 de maio de 2008
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